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Vida Alheia

por Matheus Simoni no dia 18 de Abr de 2015 às 18:39 em Vida Alheia

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Sexo entre amigos é arriscado? Regina Navarro Lins comenta
Foto: Reprodução/Série "Friends"/NBC
Um dos maiores tabus entre o relacionamento a dois que sempre dividiu opiniões é o sexo entre amigos. Quase sempre polêmico, o tema é discutido quase sempre entre a roda de amigos e amigas, seja na mesa do bar o na cama. Para a psicanalista e comentarista da Rádio Metrópole, Regina Navarro Lins, a "expectativa" deve ser levada sempre em consideração. "Fazer sexo com um amigo só é arriscado se um dos dois criar uma expectativa de relação com o outro diferente da amizade que sempre houve", afirma ela, em seu Twitter.

E você? O que acha disso? Comente!

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por Matheus Simoni no dia 08 de Abr de 2015 às 21:56 em Vida Alheia

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Em vídeo íntimo, ex-musa do Bahia diz que "atração pelo poder" a uniu ao presidente da CBF
Foto: Reprodução
Um vídeo contendo cenas íntimas da ex-musa do Bahia Carol Muniz começou a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (8). Na publicação, onde ela aparece nua com um homem não identificado, a modelo comenta sua relação com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, com quem manteve um longo relacionamento. 

Sem saber que estava sendo filmada, Carol afirmou que o "poder" levou ela ao dirigente. "Na época, no início, o poder envolve você. O poder, o cara influente. O cara é presidente, poder, mulher tem muito essa coisa. Não gosto de homem academia, malhado, gosto de homem que eu admire. Ele é um cara muito inteligente. Não foi por dinheiro, foi pelo poder. O que me tentou foi o poder dele, a inteligência dele, é um cara respeitado, entendeu?!", afirma ela.

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por Felipe Paranhos no dia 07 de Abr de 2015 às 09:51 em Vida Alheia

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Crise, que crise? Pisit Mota conta como supera dificuldades do teatro baiano
Foto: Matheus Simoni/Metropress
O ator Pisit Mota é muito conhecido pelas esquetes de humor no canal +1 Filmes e pelos seus espetáculos solo de comédia, mas é claro que ele também sabe falar sério. No último dia 23, em entrevista ao Roda Baiana, da Rádio Metrópole, o artista fez um relato interessantíssimo de como driblar os tempos de crise e as dificuldades de se fazer teatro na Bahia.

"Tem crise pra você?

'Não tem nada de crise! A minha crise é renal. Eu boto a coisa pra rodar, tô nem aí! Às vezes, eu queimo o espetáculo, é 50%, com um produtor lá da casa da zorra. Porque fechei, o produtor pagou sábado, aí tem domingo vazio, tenho que fazer. Se eu sair daqui pra fazer um espetáculo só em Teixeira de Freitas, é muito prejuízo pra mim. O que que eu faço? Ligo pra alguém em Porto Seguro: 'vamo produzir?' Aí ele: 'ah, mas nãoseioquê'. Eu digo: 'Eu financio, você é meu sócio. 70/30, eu lhe financio'. Tem que ter essa pegada. E quem faz isso dignamente bem é [Renato] Piaba.

Tem que descentralizar. Piaba é engraçado, porque ele é muito bom, o cara pra estar há 20 anos no mercado é porque é bom. E tem o preconceito do teatro cult. Eu não entendo! A galera monta os clássicos, dá 15 pessoas. Usa 50 mil, 100 mil reais do governo do estado, e dá 15 pessoas. Piaba bota independente, lota a casa e não tem o respeito.

Chega a ser desrespeitoso pra nós. Eu sou artista. Qualquer gênero que me der eu faço. Eu comecei com um drama, com Deus Danado. Com Lelo Filho, na Cia. Baiana de Patifaria... E por que Pisit faz humor? Primeiro, porque eu gosto. Segundo, porque eu tenho minha independência!

Eu abri uma produtora no Rio Vermelho. Eu já vi uma pessoa cruzar os braços e fazer assim, ó: "Fazer teatro como pagode eu também faço". Aí eu falei pra ela assim: meu amor, entra aqui na produtora. Essa aqui é uma sala fria, onde eu digo sim e não. Aqui é uma sala profissional. Aqui eu tenho um assessor de imprensa, aqui eu tenho um jurídico... Toda organizada! Porque as meninas do interior são ratas! [risos] Se você vacilar, você pede um banner, os caras botam um panfleto. Então, a gente exige mesmo. É uma produção real. Tanto que está sendo reconhecida no Brasil. A gente vai fazer as capitais do Nordeste, a gente vai fazer a turnê nacional e a turnê internacional.

Artista é maluco, mas a gente tem que tirar essa imagem de maluco.

Tem uma coisa que eu adoro que é o seguinte. 'Você tem melhor ator no Braskem, melhor ator nordestino... Por que você não monta um espetáculo bacana, como Deus Danado, e cai pra rua?' O reconhecimento que eu quero está no meu espetáculo. Quando você tem o maior público do ano no cine Nazaré, com 696 pessoas, quando tem 496 pessoas em Valença, quando tem 1600 pessoas dentro do teatro em Jequié, 1 hora da manhã, e eu dizendo 'vão embora, cambada de porra, que eu sou trabalhador!", e o pessoal a fim de aplaudir..."

Viajando de férias com a namorada, pá, eu ia pra Recife. Quando eu cheguei em Alagoas, me perdi. Aí caí pra dentro do canavial, aquelas estradas que só Collor de Mello sabe que existe. Aí me perdi. Parei numa cidade chamada Pindorama. Não tem nada. Aí encontrei um grupo, parei o carro e fiz: "Oi, pra eu voltar aqui pra BR-101, eu faço como?" Aí os meninos fizeram assim, olharam o celular e fizeram: "Oxe! É tu, ó! É ele, é ele que eu tô falando! Rapaz, desça aí, venha comer um bode! Mainha fez um bode agora!" A namorada se tremendo toda, igual geléia, aí eu: "Dê seu infarto agora não, vamo comer esse bode primeiro!" E é isso, né? O artista é mais um técnico. Acabou-se a era da estrela. Acabou a era da princesinha, onde você é bonitinha, você é linda, vai fazer novela, é intocável."

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por Júlia Sarmento no dia 05 de Abr de 2015 às 14:05 em Vida Alheia

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Show de Claudia Leitte em Curitiba é cancelado por falta de público
Foto: Reprodução
O show da cantora Claudia Leitte em Curitiba, que iria acontecer no próximo dia 7, foi cancelado por conta da baixa procura por ingressos. Poucas pessoas compraram os bilhetes, que foram colocados à venda há algumas semanas - com valores que variavam entre R$ 106 e R$ 606. Apenas os lugares nas primeiras fileiras do Teatro Positivo e alguns outros estavam ocupados.

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por Felipe Paranhos e Matheus Morais no dia 05 de Mar de 2015 às 19:35 em Vida Alheia

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Maria Bethânia deve ser uma das atrações da comemoração do aniversário de Salvador
Foto: Reprodução/Veja SP
A grade das atrações do aniversário de Salvador ainda não foi divulgada pelo prefeito ACM Neto (DEM), mas o Metro1 apurou que um dos shows da festa deve ser de Maria Bethânia. As condições já foram acertadas entre Prefeitura e o escritório da artista baiana, que comemora 50 anos de carreira em 2015.

Pelo visto, os festejos do aniversário da cidade não vão se restringir ao último fim de semana do mês, nem a um único local. O show de Bethânia deve acontecer no Farol da Barra, no dia 29, mas a Metrópole já antecipou que o Pranchão do Alavontê, que estreou no último Carnaval, vai dar uma volta no Dique durante uma apresentação da banda no dia 22. No início da semana, Neto afirmou que provavelmente divulgaria até esta sexta-feira (6) a grade de apresentações.

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por Júlia Sarmento no dia 03 de Mar de 2015 às 15:35 em Vida Alheia

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Após reação de feministas, Alexandre Frota afirma que confissão de estupro é fictícia
Foto: Reprodução/YouTube/Agora é Tarde
A entrevista do ator Alexandre Frota ao apresentador Rafinha Bastos no programa Agora É Tarde, da TV Band, tem dado muito o que falar. No trecho da entrevista, que foi ao ar na última quarta-feira (15), o ator conta que teria "comido" uma mãe de santo. A maneira com que o artista relatou o que teria acontecido, porém, dá a entender que o ato -- em parte dele ou em sua totalidade -- não foi consentido, o que gerou reações de grupos feministas. Em entrevista ao iG, nesta segunda-feira (2), Frota afirmou que a mãe de santo é fictícia. 

"Fez sucesso, né? É a segunda vez que reprisam essa entrevista. No inédito, quando passou ninguém reclamou ou nenhum ativista apareceu. A mãe de santo é fictícia, por isso não menciono nome, porque não existe. A história fez parte do meu stand up, no ano passado. É uma história contada em forma de piada, com humor, inclusive, funcionou bem na TV, mas no teatro não teve muita repercussão", explicou ao IG. 

Ele afirmou que não ira se desculpar, pois não fez nada de errado. "Temos liberdade de criar e roteirizar, e é isso. Respeito as mulheres, sou muito bem casado e essa 'onda' é falta do que fazer", concluiu.

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por João Brandão no dia 02 de Mar de 2015 às 11:00 em Vida Alheia

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Grupo de ativismo critica declaração de suposto estupro cometido por Alexandre Frota
Foto: Divulgação
O ex-ator Alexandre Frota está sempre envolvido com polêmica. Durante entrevista no programa "Agora É Tarde", da TV Band, que foi ao ar na última quarta-feira (25), Frota admitiu ter feito relações sexuais com uma mãe de santo, dizendo até que ela chegou a desmaiar por causa da força que fez ao segurar seu pescoço. Como quem conta uma história engraçada, atraindo risadas da plateia, ele narrava a aventura.

"Amigas minhas atrizes que falaram: 'Pô, a gente conhece uma mãe de santo, que tira todo exu do corpo, limpa alma, faz toda aquela parada. Fica cristalizado'. Eu não gosto de nada disso. Mas elas disseram que a mãe de santo era boa. Ai eu falei: 'Ah, tá bom!'", contou. Logo depois, Frota disse que, ao observar a mãe de costas, dentro do quarto, aproximou-se por trás dela e começou o ato sexual. Frota afirmou que, com uma "pressão na nuca", teria deixado a mulher desacordada no chão e dito aos demais que ela havia caído.

Os grupos de ativismo divulgaram cartas de repúdio às declarações do ex-ator, como o Coletivo Mariachi, do Rio de Janeiro. "Um crime hediondo foi confessado e aplaudido em rede nacional. Como isso é possível? Ora, num país onde uma mulher é estuprada a cada 12 segundos, não é difícil compreender que uma estatística alarmante como essa é produto de uma cultura que valoriza e cotidianiza a violência sexual. Não sabemos quem é a Mãe de Santo em questão. Não sabemos a sua idade, a sua cor, a sua classe, como ela vive, o que ocorreu após o estupro. Mas, muito mais do que "estamos", SOMOS com ela. Poderia ser com qualquer uma de nós. Muitas vezes foi. E agora assistimos de nossas casas ao show de horrores que gargalha e se orgulha da nossa dor. Levantamos aqui uma campanha pelo amplo debate acerca do episódio, na expectativa de que o Ministério Público adote providências diante do relato, que além da violência sexual é carregado de racismo, pela forma desrespeitosa com que Frota se refere a uma fé de matriz afro", diz a nota.


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por Júlia Sarmento no dia 14 de Fev de 2015 às 21:06 em Vida Alheia

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Polêmica? Para Denny da Timbalada, Gilberto Gil é o pai do Axé
Foto: Tácio Moreira/Metropress
Ao passar pelo camarote Expresso 2222, o cantor Denny, da Timbalada, deu uma declaração, no mínimo, polêmica. "Gil é o pai do Axé, pois todos são fãs dele", afirmou. Até então, Luiz Caldas, o fundador da Axé Music, era conhecido como o pai do ritmo.

A filha de Gil, Preta Gil, aproveitou para elogiar uma das bandas mais tradicionais da folia baiana."A Timbalada é o coração do Carnaval de Salvador", disse e arrancou aplausos do público.

*Com redação de Bárbara Silveira

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por Bárbara Silveira no dia 14 de Fev de 2015 às 19:27 em Vida Alheia

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Humorista Marcius Melhem curte folia no trio de Ivete de Sangalo
Foto: Bárbara Silveira/Metropress
O ator e humorista Marcius Melhem foi um dos convidados do trio de Ivete Sangalo, que puxou o bloco Cerveja&Cia neste sábado (14). Acompanhado de uma moça, o humorista dançou junto com o público o hit "Cadê Dalila". Essa não foi na primeira vez dele na folia, na última sexta-feira (13), Melhem acompanhou o bloco de Saulo Fernandes.

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por Júlia Sarmento e Lorena Alcantara no dia 14 de Fev de 2015 às 17:45 em Vida Alheia

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Com look rosa de plumas, Ivete ordena: "Quero que se divirtam"
Foto: Tácio Moreira/Metropress
O sábado de Carnaval já começou para os foliões do bloco Cerveja & Cia, comandado por Ivete Sangalo. Em um body rosa e repleto de plumas e paetês, a cantora disse aos fãs: "Quero que se divirtam porque é por isso que estamos aqui". No repertório, além de "Pra frente", música de trabalho de Ivete, sucessos da banda Eva e a música "Fã", que emocionou os foliões.

*Com redação de Bárbara Silveira

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por Júlia Sarmento e Lorena Alcantara no dia 13 de Fev de 2015 às 23:43 em Vida Alheia

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Secretário de educação aposta em música de Claudia Leitte: "canto para a minha mulher todo dia"
Foto: Tácio Moreira/Metropress
Apaixonado declarado, essa não é a primeira vez que o secretário de educação de Salvador, Guilherme Bellintani, usa os microfones da Rádio Metrópole para se declarar para a sua esposa. Questionado sobre a música do Carnaval, Bellintani não deixou de citar a amada."Eu tô gostando muito da música de Cláudia Leitte, tá envolvendo muito, é a música que eu canto para a minha mulhor todo dia", disse.

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por Júlia Sarmento e Lorena Alcantara no dia 12 de Fev de 2015 às 23:33 em Vida Alheia

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Mari Antunes agita foliões do Babado Novo ao som de "Tudo nosso, nada deles"
Foto: Mario Zaniboni/Agecom
A vocalista do Babado Novo, Mari Antunes, colocou os foliões do bloco para cantarem o refrão da música de Igor Kannário. Ao som de "Tudo Nosso, Nada deles", o público arrancou um elogio da cantora. "Vocês são lindos. O Carnaval já começou", disse Mari que usa um figurino de noiva adaptado para a folia. 

*Com redação de Bárbara Silveira

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por Júlia Sarmento no dia 12 de Fev de 2015 às 22:18 em Vida Alheia

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Danniel Vieira defende a presença do sertanejo no Carnaval: "A Bahia é democrática"
Foto: Júlia Sarmento/Metropress
Comandando o bloco Yes, o cantor Danniel Vieira aproveitou a oportunidade para ressaltar a diversidade, que sempre foi uma das características da Bahia, e defender a permanência da música sertaneja na folia antes dominada pelo axé. "Eu adoro essa democracia que a música baiana permite no Carnaval, a Bahia é democrática e o sertanejo traz o amor. Para mim, a música do Carnaval é Xenhenhem, sou fã do Psirico e Márcio Victor acertou novamente", disse.

*Com redação de Bárbara Silveira

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por Bárbara Silveira no dia 12 de Fev de 2015 às 18:21 em Vida Alheia

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"Tchuco no tchaco vai ser a música do verão, é a música do Carnaval", afirma Tony Salles
Foto: Júlia Sarmento/Metropress
 Puxando um trio sem corda, a banda Parangolé abriu a quinta-feira (12) de Carnaval no circuito Dodô, na Barra. Ao passar na região do Cristo da Barra, o vocalista Tony Salles se mostrou confiante na música de trabalho da banda. "Tchuco no tchaco vai ser a música do verão, é a música do Carnaval", apostou Salles.

*Com informações de Júlia Sarmento

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por Juliana Almirante e James Martins no dia 12 de Fev de 2015 às 07:00 em Vida Alheia

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Metrópole - Você começou cantando pagode romântico. Aí, veio A Bronkka, e você assumiu uma coisa do gueto. Passou a ser um pagode que bate de frente. Como foi a mudança? Como você percebeu que tinha que fazer diferente? 

Kannário - Tive que aprender com os gêneros musicais para descobrir o ranço do pagode. Aquele groove de rua foi o que me chamou muita atenção. Tinha até esquecido dessa banda de samba que cantei no começo. Não lembro o nome, era Brotinhos do Samba? E veio toda a trajetória do Swing do P, que tinha "Eu quero é prova e 1 real de Big Big" na época. Era um ditado popular, e as crianças adoravam isso. Eu tinha 13, 14 anos, tinha que cantar autorizado pelo juizado, aquela onda de alvará. Participei de uma banda chamada Patrulha do Samba também, de nível nacional. Eu tava muito verde, acho que eu não tinha que conhecer o Brasil naquele momento. E aí veio A Bronkka, uma ideia nossa. A gente estava querendo criar um lance que mostrasse realmente o que está acontecendo, essa onda de manifestação e protesto, de ter a voz para gritar e cobrar as coisas que estão erradas.


Metrópole - Hoje, você canta uma música mais de protesto. Você se considera uma voz das pessoas que são marginalizadas pela sua origem? 

Kannário - Tem um porquê de eu estar aqui. Eu queria ser um cantor, um artista, representar o povo da minha origem, que é a favela, mas não pensava que ia ser tão forte assim, que ia me intitular assim, de ser a voz de um povo sofredor, oprimido, discriminado. É pesado, é complicado. É uma responsabilidade muito grande, mas já me acostumei e aceitei. Estou aqui agora só para representar. Com a minha música, meu som, minhas mensagens. E tentar mudar esse povo. Então, vou usar o poder de Deus, a popularidade que ele me deu, para passar a mensagem e mudar umas coisas que estão bastante erradas.


Metrópole - O que você acha, por exemplo, que está errado? 

Kannário - A galera precisa de uma atenção maior, principalmente a galera do gueto, de verdade. Existem muitos talentos dentro do gueto, muita gente do bem que não tem oportunidade.


Metrópole - Você continua andando nos mesmos lugares..


Kannário - Não consigo parar. Não consigo ficar sem ver minha galera, meus verdadeiros amigos, que é o que permanece de toda a minha história. Meu empresário, minha mãe, todo mundo briga comigo, mas eu não consigo. Nem que eu seja escoltado e tenha que sair escondido. Eu não consigo. Tenho que ver minha rapaziada.

Metrópole - Qual a vantagem que você tem por continuar apegado às suas raízes? 

Kannário - A verdade e a humildade, o pé no chão. É bom se esconder numa casa massa com piscina, aquela coisa? É. E as pessoas que não têm condições de chegar na Linha Verde para te ver? Que não têm condições de pagar o ingresso do seu show? O que custa sair da sua casa, pegar seu carro importado e ir? Quando quer, faz. E chegar assim na rua que você morou, parar no barzinho que você há anos já comeu um pão com manteiga. Se você hoje come um caviar, pode levar. Eu garanto que a galera vai vibrar com você. Não é? Com Seu Antônio, aquele que te dava conselho. Daqui a pouco você está tomando uma pinga com Seu Antônio. Com 30 anos, com sucesso e as coisas acontecendo... Por isso que eu faço questão de estar sempre estar acessível, junto com o povo, porque eles que me dão o público que eu tenho hoje. Acho que essa é minha maior diferença: fugir das regras de um artista. De que o artista tem que ficar em casa. Eu não consigo. Fico um mês em casa, dois. Quando ele [olha para o empresário] está dormindo, aí eu dou o ninja pra ver a galera. Igual a menino pequeno. É isso que me traz felicidade e faz o meu público confiar em mim, saber que eu não vou mudar de jeito nenhum. Você passa na TV, e a criança te vê na porta da casa dela. Acho que isso é meu maior segredo.

Metrópole - Com essa legião de fãs, ainda assim você tem enfrentado dificuldades para entrar em alguns espaços do mercado fonográfico. Tem como segurar o Kannário? 

Kannário -
Não tenho medo de nada. Tenho Deus na minha vida, ele é minha fortaleza, não tenho medo de nada. Seja o que Ele quiser, estou aqui, preparado. E eu vou emocionar. Vamos botar esse Carnaval para entrar na história. Vou fazer um tapete branco nessa avenida que ninguém nunca fez em nenhum desses tempos. 

Metrópole - Depois de toda aquela confusão que você foi preso com maconha, muita gente se revelou ao seu favor. O prefeito agora se manifestou ao seu favor. Qual a origem da perseguição que você diz sentir? 

Kannário -
A gente não sabe o fundamento real. Uma fofoca, a criação de um escândalo, a gente sabe de onde vem, mas não sabe quem falou primeiro. Não quero problema, eu quero cantar. Então, estou brigando pelo respeito de um representante de um povo. Acho que as autoridades têm que usar essa minha popularidade, a minha voz, e abrir as portas. Ou então me dá a maçaneta, e deixa que eu abro. Eles vão ver o tamanho do poder de Deus em cima das mensagens da minha música. Se não acontecer, pode me crucificar numa madeirite, igual a Jesus Cristo. Em vez de bater, eles tinham que me acolher. Quanto mais me fizerem sofrer, mais revoltado o povo vai ficar. As pessoas passaram a viver a minha vida. A Bahia passou a viver a minha vida, com todas essas perseguições. Tem gente pior do que eu. Falar porque eu uso o quê? Maconha? Pelo amor de Deus, a gente está no século 21. Está tudo evoluído. As mentes das crianças estão diferentes. E a gente precisa usar as pessoas que têm respeito, atenção das outras pessoas. No Brasil. O crack está reinando. Por que não fala para a gente fazer uma campanha para entrar na cabeça e no coração desse povo? Ninguém faz. Me crucificam. Eu só vou para a mídia explicar o que eu não fiz. É mole um negócio desse? Vai falar de cigarro de maconha? Pelo amor de Deus. 

Metrópole - As 13 pessoas que foram mortas pela polícia no Cabula. Como uma notícia dessa chega a você, que é um cara da periferia? 

Kannário -
Triste, decepcionado, mas com esperança de que um dia... A gente também não pode falar claramente disso, porque não sabe o que acontece. Ou sabe e não pode mexer. Famílias estão chorando, jovens morrendo cedo. Muitos policiais com treinamento 100%, bem treinados, muitos sem a base do treinamento. Morreram 12, 13. Se o Kannário disser: "Mataram os caras", vão dizer que o Kannário está... Está me entendendo? A gente está vendo tudo, eu, você, todo mundo. Todo mundo está vendo as coisas. O povo não é mais burro. Como é que eu vou me sentir? Triste.

Metrópole - Quando você foi roubado, falou "ladrão não rouba ladrão" e isso gerou uma discussão porque você estaria dizendo que também era ladrão. Você é mal compreendido? 

Kannário - Como foi o Kannário, as pessoas já pegaram essa frase... "Ladrão que rouba ladrão", na favela, é "favelado que rouba favelado". E aí, fizeram esse redemoinho. Tem que se preocupar com o que fala, porque, se deixar, derrubam o mundo. Eu quis dizer que foi uma falta de respeito. Não porque eu sou Kannário, mas porque eu sou sofredor igual a eles. Vim de onde ele é. Ele vive aquele vida porque ele quis, porque eu tive oportunidade de viver e hoje sou cantor. Vai quem quer. Ele não teve oportunidades, mas também não teve o peito, a coragem de sentir que também não ia esperar cair do céu. De correr atrás e mostrar que não é assim. Metrópole - Você está com 30 anos. Você falou sobre a maturidade e agora que a gente tem esse gancho. Teve aquela história de Daniela Mercury... Kannário - Hoje, eu não mandaria ela para a casa do 'estopô'. Vamos ser sinceros... Eu tinha 23, 25 anos. Estava na flor da idade, e falei: "Vai­-te para a porra". Estava naquela onda de agarrar tudo na caixa dos peitos, super-homem e tal. Não me arrependo de nada, porque não pode se arrepender, tem que assumir as responsabilidades. Todo mundo tem um telhadinho de vidro e não pode jogar pedregulho no telhado dos outros. Hoje, eu não mandaria [para a porra] minha parceira.

Metrópole - Seu último álbum é chamado "O Escolhido". Você tem alguma religião?

Kannário - Sou doido, acredito em tudo. Deus é maior. Macumba, bruxaria, espiritismo, acredito em tudo. As palavras tem força, o pensamento também. 

Metrópole - E baixar a cabeça, só para Jesus Cristo?

Kannário -
E minha mãe. Porque vou baixar a cabeça para os outros, se a gente é igual a todo mundo? Por que você vai baixar a cabeça para mim? Você tem que olhar para mim. Nós não somos diferentes.

Metrópole - E a música "Tudo nosso, nada deles" quer mostrar o quê?

Kannário - É tudo nosso. Do jeito que você quiser, em qualquer situação, pode ser seu. Basta querer. Com honestidade, visão, sabedoria. É tudo seu. Só basta querer. Eu queria ser um artista famoso, hoje eu sou. Então, é tudo nosso, nada deles. "Deles" é o inimigo, o diabo. Tem que ser nosso, já foi "deles" demais.

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